Não me deixes orar por proteção contra os perigos, mas pelo destemor de enfrentá-los.
Não me deixes implorar pelo alívio da dor, mas pela coragem de vencê-la.
(...)
Não me deixe suplicar com temor aflito para ser salvo, mas esperar paciência para merecer a liberdade.
Não me permita ser covarde, sentindo sua clemência apenas no êxito, mas me deixe sentir a força de sua mão quando eu cair.
Rabindranath Tagore - Colhendo Frutos
Já pensei na morte... penso nela de vez em quando... já pensei em provocar minha morte... e quase cheguei lá. Sim, a morte é um assunto que, sem perceber, evito, mas agora... não há como não pensar nela. Vejo muitas vezes minha mãe falando de morte, falando que "quando eu morrer, façam isso; quando eu morrer, façam aquilo..." e isso me incomoda. Me incomoda, porque não quero morrer - pelo menos não tão cedo. Me incomoda por pensar em seu destino, caso morra.
Nas aulas de Psicologia do Desenvolvimento III estamos falando muito sobre a morte. De repente, começo a lembrar de uma parte da minha vida que já tinha esquecido... minha vida tem algumas marcas principais, entre elas, a morte. Quando tinha um ano, quase morri. Levei um choque elétrico e quase morri... disso eu não lembro, mas sei o que se fala em casa, principalmente ao ver a marca na mão que me lembra que um dia eu podia ter morrido.
Quando tinha entre 9 e 10 anos, sofri um grave acidente no elevador de meu prédio, deste eu lembro. Lembro-me até o momento do desmaio, quando caí no poço do elevador, então, acordei no apê do síndico, com uma galera ao meu redor (bando de curiosos e fofoqueiros, diga-se de passagem). Lembro-me de ter achado graça ao ver minhas manchas - de graxa - que pareciam com os desenhos animados...
Mas o que mais lembro, relacionado a isso, é o que era meu projeto de vida. Meu projeto era o suicídio. Pensava muito nisso, não via nada de bom no mundo, somente via que as pessoas eram extremamente falsas e egoístas. Recordações do dia em que eu, meu amigo Alisson e minha amiga Bianca estávamos sentados no ponto de ônibus pensando sobre nossa morte, estão voltando... todos nós queríamos nos suicidar - influência do Kurt, também - sendo que chegamos à conclusão de que pular de um prédio seria a melhor maneira de fazer isso. Eu tinha pensado: aos 30, é a melhor hora. "30 anos é tempo demais para se viver".
Depois de um tempo, minha vida foi mudando... muito. Um dia, estava quase me matando, mas por Deus não fiz isso... ao invés disso, já pensei no modo como as pessoas vivem. Pensar que tudo é vaidade e correr atrás do vento já percorreu meus pensamentos e sentimentos. Tem momentos em que parece que tudo o que há, tudo o que se faz, TUDO, não realiza, não tem sentido. Sabe, isso já me percorreu e, no momento, vejo que não tenho planos, mas vivo. Penso que a morte pode ocorrer a qualquer tempo, não adiantando em nada fazer planos. É engraçado, mas é real. Não consigo imaginar como tem gente que consegue fazer planos! Para mim, é impossível.
Chego à conclusão que tudo o que já pensei com relação à morte (tudo o que é ruim, o que não aceitamos) aconteceu porque eu estava sempre olhando para os outros. Olhar para os outros me fez pensar que a vida não é boa, porque as pessoas são más. Olhar para a sociedade me fez pensar que somente corremos atrás do vento. Percebo que nunca serei feliz se olhar para o lado. Do mesmo modo, se olhar para mim, ou me iludirei com uma falsa capacidade, ou me decepcionarei profundamente. Olhar para o alto é o que me fez mudar. Olhar na direção que ninguém olha, olhar para Aquele que sempre me olha, sem julgar, aguardando meu olhar. Quando olhei para o alto, percebi que não tinha força em mim mesma. Percebi que ninguém tem força. Percebi, que caso não Lhe voltar o olhar, ninguém consegue chegar ao fim em paz. Quando olhei para o alto, estendi minha mão, mas diferentemente de todas as outras pessoas, senti-me firme. Senti-me segura. Senti que tudo é vaidade, aqui neste mundo. Entretanto, há algo a mais.
Oi gente!!
Puseh... nada de mais prá contar, senão fazer disso aqui realmente um diário... essa idéia não me fascina muito não, mas de qq maneira, qdo não há nada d bom a dizer, eis a minha vida...
Páscoa... em casa, com chocolates... cara, nunca fiquei tanto tempo em casa! Aff... sem internet, sem filmes, sem nada!! O que me restou? Ler, ler, ler e... chocolate... e... ler!! Aff... Mas foi bom, exceto pelo fato de que sinto que tenho que procurar um oftalmologista... no sábado, fomos com a galera da Betel, assistir a uma fita (muito interessante, por sinal - aliás, não é ele o cara que foi expulso lá dos EUA, foi um outro, com nome parecido... disse meu irmão, para os que estavam lá tb), e foi muito legal...
Assim... engraçado como aquilo que não vemos se torna muito superficial para nós, tp, como lembrar de alguém que não se vê? Quando paramos para lembrar de pessoas, lembramos sempre de situações que vivemos junto delas, mas de alguém que vc não vê, o que lembrar? Claro, vc lembra dela, e tal, mas "aquela" lembrança, visual, de momentos... não existe! Ao contrátio, podemos lembrar de uma pessoa eternamente, mesmo só tendo visto ela uma única vez! Cara... que coisa!! Sei lá... ainda estou "elaborando" muita coisa... aliás, coisa q psicólogo mais faz não é pensar, é elaborar !!! hauhauhau
Gente, deu até para ficar pensando nisso nesse feriado!!
Então... ontem, fomos assistir a um filme com a galera do CPPC, e foi muuitooo punk! O filme é A ira de um anjo, muito bom, mas muito punk, quem quiser ver, é legal, mas tem q ter coração!! Para quem curte filme de terror, este parece um! Só q é baseado em uma história real... buenas... muito punk, só isso que tenho a dizer!!!
Bom... era isso que eu tinha a dizer... (nada de interessante, não é?)
Buenas...
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