Bye, bye...

Pronto. Tudo pronto. Só falta pegar $$ amanhã e me despedir dessa cidade que eu tanto amo... Embarco no vôo das 06:20, sentido Congonhas. Meu pai ainda não disse se me leva de madrugada ou não! Bom, como estou trabalhando na VASP, o que ele decidir, tá decidido! E essa vida de VASPEIRA é fogo... Hoje saí, fui às compras, que sufoco!!! Isso dá um trabalho... Trabalho mesmo vai ter meu pai no mês que vem! Minha consciência pesa um pouco, mas ele aceitou as minhas condições, então que encare as consequências!! hehe

Pelo menos estou mais feliz hoje! Bom, não tenho nada de mais para falar... Aqui tá um frio danado, dizem que lá também está! O pessoal da facu vai ficar aqui se estressando para terminar os trabalhos no feriado e eu lá... Quero ver depois, vou ter que me mexer, mas tudo bem... Ah, nós fizemos um seminário hoje sobre "Liderança, poder e autoridade" na aula de organizacional. As gurias montaram uns esquemas da apresentação e talz e ficou bom. Mas enfim, a parte do "poder", que apresentei, foi a mais legal!!! hehehe Pelo menos não ouvi pessoas resmungando depois da apresentação...

Meu mundo está tão pequeno ultimamente! Espero que nesta viagem abram-se alguns horizontes...

Beijos a todos, aproveitem o feriadão!!!

Ah, amo vocês!

Ficando velha...

Agora que estou em contagem regressiva para a viagem, me ocorre um monte de coisas... Eu penso, embora sinceramente acredite que não, no caso de o avião cair e eu partir dessa para a melhor. Fico pensando no tempo que passou, em tudo o que fiz e vivi, nas oportunidades (como esta) que vieram e fizeram parte do que sou hoje. E daí fico pensando também nos anos que passaram... Já vou completar vintetrês, isso é demais prá mim!

Certa vez eu fiquei pensando muito nisso de se eu morresse amanhã. E eu queria falar prá todas as pessoas o que eu sentia por elas, o que elas significavam para mim, etc e tal. Daí fui me lembrando de todas as amigas que eu não falava mais, todos os parentes distantes, as pessoas que conheci em algum lugar do Brasil, as outras que eu só conhecia da internet... E para cada uma delas eu tinha trocentas coisas a dizer, não queria deixar passar nada, até planejei alguns e-mails e até cartas... No fim não fiz nada disso, a lista ficou muito grande e eu desisti. Mas vez ou outra eu lembro disso e acho que deveria mesmo ter feito...

Não tenho muitos planos para o futuro, mas os poucos que tenho, têm um peso muito grande na minha vida. Logo que eu tinha começado a fazer psicoterapia com a Mariângela (a psicodramatista), uma vez ela me deu uma tarefa: pense quais são os seus projetos para o futuro, aquilo que vc gostaria realmente de fazer... Não precisa ser muitos, pode ser até um, mas pense nisso e me diga. Das inúmeras perguntas que ela me fez, essa esteve entre as duas mais difíceis. E eu fiquei a semana inteira pensando... Naquele momento, só me surgiu um objetivo: me formar. A este se somaram mais uns 2, no máximo. Mas são esses que me impulsionam todos os dias...

A verdade é que sinto-me pequenina. Como se todos os sonhos do mundo fossem nada. Como se eu não fosse nada, realmente... Já está tarde, estou com frio, minhas mãos estão geladas, e me sinto como uma criança, que "carrega consigo todos os sonhos do mundo" mas que "não é nada, nunca será nada". Eu sei que meus dias já foram escritos e, por mais que eu tenha certeza de que Deus cuida de mim, sinto-me como uma pessoa que teve muitas outras oportunidades de fazer melhor e não fez. Sinto-me a pessoa que agarrou oportunidades erradas. E agora, não consigo deixar de pensar... "se eu morrer amanhã?"

(...) Se eu morrer muito novo, oiçam isto:

Nunca fui senão uma criança que brincava. (...)

Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma, Nem procurei achar nada (...)

Senti calor e frio e vento, E não ir mais longe.

Uma vez amei, julguei que me amariam, Mas não fui amado.

Não fui amado pela única grande razão - Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e à chuva, E sentando-me outra vez à porta de casa.

Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados

Como para os que o não são. Sentir é estar distraído.

Se eu morrer novo - Alberto Caeiro

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